Etnografia – Morte

Balantas

Quanto à morte há dois tipos de manifestação : a que é feita quando morre um jovem e a que é feita quando morre um velho. Quando morre um jovem fazem batuque, dão cambalhotas, cobrem o corpo com lama e lamentam-se, se for um velho fazem batuque, não cobrem o corpo com lama e festejam. O « choro » é feito durante todo o dia até às cinco da tarde e no fim é que se enterra o morto. Assim que a pessoa morre é despida e untada com óleo de palma e de vez em quando vão lhe estalar as articulações para se certificarem de que não está vivo. É estendido no chão em cima de uma esteira, enrolado num pano branco com a cabeça de fora.
O cortejo funerário só pode ser constituído por homens e ao passar, os que assistem deitam arroz para cima do morto que vai ser enterrado numa cova redonda sobre uma esteira com a cabeça virada para o Norte. Se o defunto for uma mulher leva também o cabaço (meia abóbora seca) na cabeça e roncos (enfeites). Se se trata de um feiticeiro o caso toma um aspecto diferente pois eles acreditam que os feiticeiros ressuscitam e por isso o coveiro é obrigado a dar-lhe uma punhalada no coração antes de ser enterrado. Depois do enterro choram o morto durante uma semana e acreditam na sua reencarnação, no caso de ter sido boa pessoa.
Temem os defuntos como seres maléficos.

Biafadas

Nos enterros só os homens podem participar.  Ao ser enterrado são colocados paus e uma esteira por cima do morto de forma a que a terra não lhe seja atirada directamente sobre o corpo. 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: