Etnografia – Culto

Balantas

São animistas.
Adoram o deus Aula ou Hnala, que está no Céu, é imortal e que personificam como um homem e a quem atribuem a criação do mundo. O curral que fazem para as vacas – « joge » – protegido pelo deus Codenhare (Aula enquanto protector do curral).  Fazem figuras humanóides em madeira que suspendem nos mais variados locais para sua  protecção.
Adoram também Iran – o deus da noite a quem se apresentam para resolver os casos de infertilidade e de guerra.
Povo muito supersticioso, tem várias crenças entre elas a de que os feiticeiros – a quem atribuem qualidades adivinhatórias –  à noite se transformam em lobos e falam com Iran o deus da noite.
Acreditam que por vontade de Aula qualquer deles pode ficar lobo por uns tempos e quando morrer alguém tem que ir buscar a alma do morto para poder transformar-se de novo em homen o que eles creem passar-se de madrugada.
Há duas espécies de lobos, o lobo do mato e o lobo da tabanca ou híbrido. Qualquer lobo que apareça na tabanca eles consideram-no um ser humano que por vontade de Aula se transfornou em lobo e espera encontrar uma alma para se transformar de novo em homem.
Se um crocodilo comer uma pessoa passa a ser considerado humano e não lhe farão mal.
As festas mais conhecidas são o Quisuendé/Kasundé – feita uma vez por ano e serve para grandes grupos se deslocarem a outras tabancas para dançar e o Pó (só para rapazes). As festas são feitas por várias moranças em conjunto, cada uma mata um animal e depois vão fazer a festa no local onde está o deus.
Roubar, violar as mulheres dos outros e matar não são considerados crimes antes pelo contrário pois fazem parte dos testes de iniciação que os rapazes terão que fazer para passar a ser homens.

Biafadas

Professam o Islamismo e como tal Alá é o seu Deus.
As suas festas religiosas são :
O « suncar saló », correspondente à Páscoa, que antecede com trinta dias de jejum ;
O « bana saló », corresponde ao Natal ;
O « muscutá saló », corresponde ao Ano Novo, o ano muda ao nascer do sol.
A festa do nascimento é aos oito dias de vida e nessa altura rapam-lhe o cabelo e dão-lhe o nome próprio mais o último nome do pai. Durante a festa os convidados oferecem prendas.

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