Palmeiras

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Fabricando o aparelho para subir às palmeiras, com crintim.
O cibe, é uma espécie de palmeira de tronco esguio e direito cuja madeira é muito forte e pesada.
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Preparando-se para trepar e recolher os cachos de den-den (palma).
O vinho de palma (“siri”) também é recolhido lá no alto, onde são colocados recipientes, feitos de folhas, a aparar o líquido que escorre depois de feita uma incisão na base dos estames das flores. Consoante a hora a que é recolhido assim é o seu gosto e grau de álcool. Deve ser bebido no próprio dia.
As flores depois de reduzidas a cinza são usadas na agricultura devido ao seu grande valor em potássio.

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Homem com o equipamento necessário para a recolha dos cachos, lá bem no alto das palmeiras, onde também podem surgir sem aviso, um enxame de agressivas abelhas enormes (“bageras”) ou até uma cobra verde.

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E lá vai ele a caminho…cá em baixo estão os ajudantes para apanhar.

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Aqui vem um casal… ele com um cacho e os apetrechos, ela com um cesto cheio de lenha.

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Cá está ele com o cacho espetado na ferramenta (nome?) e pendurado o “cinto” (nome?).

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Dois “cintos” de subir junto a um pilão. Os cintos duram pouco tempo pois têm um grande desgaste e há que precaver de uma queda.

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Em equilíbrio perfeito…ela leva 4 cachos…um em cada mão e dois à cabeça!

3 Respostas to “Palmeiras”

  1. helena almeida Says:

    Acabei de ver a reportagem sobre a mancarra… Gostei e fiquei curiosa sobre o resto do blog.
    E não fiquei desiludida: aqui está mais um registo muito valioso!
    Continue, por favor, a mostrar-nos as suas imagens! Felicidades!

  2. Caro Henrique Cabral,

    estando nós à procura de alguma coisa sobre a ‘cobra de palmeira’, o google conduziu-nos, felizmente, não só a este artigo que, embora não referente a Cabinda, em muito é semelhante ao método lá utilizado, pelo que o estamos a indicar no nosso espaço, esperando que não se importe. Felizmente, não só… mas também porque descobrimos uma interessantíssima visão, no sentido de uma recuperação de memórias nada negativista, antes pelo contrário, demonstrando que houve, apesar de tudo, quem soube enriquecer aquela má estadia e agora partilha esse conhecimento. Se todos pensassem assim…
    Um forte abraço do
    ‘Grupo de Manutenção da CCaç. 2655 – Dianas Negros’

  3. pereira da silva Says:

    interessante como os usos africanos não diferem muito de zona para zona…

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