Etnografia – Casamento

Balantas

Relativamente ao casamento é costume o rapaz que pretende determinada rapariga para noiva entregar ao pai desta uma certa quantidade de vinho de cana – um litro por anos de idade da rapariga – como presente e depois no dia do casamento o noivo deve matar um cabrito.
A rapariga antes de casar não pode ter relações sexuais, embora a virgindade em si não seja tabu. Se a rapariga casa com um “blufe” – homem ainda não “fanado” – tem que ser possuída primeiro por um já “fanado” e só depois pode dormir com o noivo. O ritual do casamento celebra-se do seguinte modo :  os convidados ficam a beber e a festejar enquanto os noivos vão para a cama. Entretanto um cabrito que mais tarde há-de ser morto para a boda é amarrado enquanto vivo à porta e ficam todos na expectativa de ele urinar. Se tal acontecer é sinal que a noiva não teve relações sexuais antes do casamento e continuam todos a festejar. No entanto se isso não acontecer é motivo de aborrecimento geral e os pais têm que ir ao quarto dos noivos inquirir a rapariga sobre o que se passou ao que ela é obrigada a responder. Os pais voltam de novo cá fora, contam aos convidados o que se passou e esperam que o cabrito urine o que é então motivo de regozijo geral podendo continuar todos a festejar o casamento.
Depois do casamento a noiva fica durante seis dias em casa dos pais para ser instruída pelas outras mulheres como proceder com o marido ao que se segue outra festa.
O casamento com outras etnias é consentido.
Quando uma mulher casada foge a reacção natural do homem é ir procurá-la e trazê-la de novo para casa e castigá-la. Há no entanto aqueles que se separam por comum acordo. No caso de separação de um casal a mulher e os filhos ficam a ser pertença do irmão do marido e no caso da impossibilidade deste, do resto da família do mesmo.
A poligamia é vulgar e consoante as posses do homem assim o número de mulheres.

Biafadas

Relativamente ao casamento, se um homem pretende uma rapariga pede a uma pessoa de idade para ir levar cola – fruto de mascar – ao pai. Este reúne a família e conta-lhes o que o intermediário disse ácerca do pretentende e decidem a resposta. Se for afirmativa o pretendente pode vir buscar a rapariga mas quando o fizer entrega-lhe uma quantia em dinheiro que esta por sua vez dará ao pai e pode então levá-la.
Se a rapariga sabe do casamento e não quer casar, deve fugir mas depois o pai já não a aceita em casa.
Também aqui a poligamia é vulgar e consoante as posses do homem assim o número de mulheres.

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Uma resposta to “Etnografia – Casamento”

  1. Morto Fande Says:

    O seguinte nunca se viu no balanta: “os convidados ficam a beber e a festejar enquanto os noivos vão para a cama”.

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