Acerca de…

Gente que viveu sob dois fogos, dividida entre agradar “a gregos e troianos”.

pordosol2.jpg

…com o esfuziante pôr do sol no rio.

bolanha4.jpg

…pelos caminhos atravessando infindáveis “bolanhas”.

capim2.jpg

…por entre capim verde e alto.

tarrafe2.jpg

…ou no emaranhado e traiçoeiro “tarrafe”.

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O Autor

henri1965.jpg em 1965.

Foi mais um a chegar… dos muitos atiradores integrado numa Companhia de Caçadores de tropa-macaca mas trazia na bagagem um “kodak” e a cabeça cheia de ideias.
Andava sempre por aí… só desaparecendo às vezes quando o chamavam para dentro do aquartelamento para “fazer os serviços”.
Mas voltava… voltava sempre com a mesma curiosidade de nos conhecer. Por vezes as coisas não lhe corriam bem mas nunca o deixava transparecer… antes aproveitando o que de bom esta terra tinha para lhe oferecer: o pôr do sol esfuziante, não fora a deprimente época das chuvas; o verde das matas e seus sons inesquecíveis, não fora os perigos que escondem; a água quente dos rios, não fora algum dos seus habitantes menos agradáveis; as noites claras de lua cheia e cruzeiro do sul, não fora os indesejáveis mosquitos.
Usou 3 máquinas fotográficas que sucessivamente se foram avariando devido às péssimas condições a que eram sujeitas, tendo “disparado” cerca de 3.000 vezes.

henri2007.jpg em 2007

Passados 40 anos decide mostrar parte do seu espólio fotográfico apenas com o intuito de partilhar, com todos, essas recordações.
A guerra não é o tema central mas como realidade bem dura que foi, não pode ser omitido.

Propositadamente são excluídas certas imagens e não são referidos nomes de pessoas ou lugares, tentando apenas fazer um “filme a preto e branco” do dia-a-dia da gente, em qualquer “chão” guineense.
No entanto, outros anos e locais poderão também ser documentados com fotos e legendas cedidas por vós.

e-mail: Henrique Cabral

Novembro 2007

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Contribuidores de fotos:

Carlos Silva
ex-Fur Mil – Bat Caç 2879 / CCaç 2548

César Dias
Ex-Fur  Mil  – B.C. 2885 – Mansoa 69-71

Jorge Picado
Ex-Cap  Mil   – CCaç 2589 e CArt 2732, 70/72

Instituto de Investigação Cientifica Tropical
Arquivo Histórico Ultramarino, http://actd.iict.pt/

José Morais
Ex-Alf  Mil  – CART 6254 – Comp. Ind. – Mar73-Ago74

Mário Trindade
ex-Operador Cripto, CMI/Cumeré-Guiné 1971/1973

Miguel Girão de Sousa
cooperante na Guiné-Bissau e administrador de http://bissaucalling.blogspot.com/

Sara Cabaço
ex-cooperante na Guiné-Bissau, administradora de http://terracorsaudade.blogspot.com/

47 Respostas para “Acerca de…”

  1. Daniel Albergaria Diz:

    Caro Henrique
    Vi tudo e fiquei esmagado, pois com estas fotos vimos a guerra de uma outra maneira. A prosa é poética, com espírito e muito agradável de ler.
    Parabéns
    Um abraço
    Daniel

  2. Inácio Silva Diz:

    Caro amigo e camarada:

    Recebi o seu email com o endereço do seu blogue e fui, de imediato dar-lhe uma vista de olhos. Não resisti ficar a meio e vi tudo…
    Apesar de ter ido para a Guiné, meia dúzia de anos mais tarde, (1970-1972), nada se alterou, relativamente aos hábitos e ao modo de vida das populações, tendo eu próprio vivenciado alguns episódios abordados na sua excelente reportagem. Confesso que, também, fui surpreendido com imagens de temas que, embora tendo ouvido falar deles, nunca os tinha visto, nem pessoalmente nem através de fotografia.
    Dou-lhe os meus parabéns por ter tornado pública a sua experiência e o resultado do seu hobby que, passados quarenta anos, têm um sabor muito especial.
    Em Mansabá, onde passei todo o tempo de guerra, também me armei em fotógrafo e registei algumas imagens que são, hoje, o testemunho da minha passagem por terras Guineenses e me fazem recordar, com um misto de nostalgia e contemplação aquela fase da minha vida.
    Todos nós temos à nossa disposição este excelente meio de comunicação que é a Internet, que nos permite mostrar – ainda que de uma forma documental e descritiva – a quem, felizmente, não passou por privações, medo, doença, deficiência e morte, a experiência forçada, vivida pelos jovens portugueses dos anos sessenta e setenta.
    Pelo meu lado, também estou utilizando a Internet para denunciar, publicamente, a falta de reconhecimento do Estado Português a todos os que, obrigatoriamente, foram empurrados para a guerra, com todas as consequências daí decorrentes.
    Por isso, criei o blogue http ://guerracolonial.blogs.sapo.pt/, onde denuncio esta grave falha do Estado e dos políticos actuais, que teimam em fazer de conta que a Guerra de África não existiu.
    Como ex-combatente, conto com a ajuda do camarada e de todos os de quem possuir os seus contactos!

    Um abraço.

    Inácio Silva

  3. V. Briote Diz:

    Caro Henrique,
    Alertado pelo seu amável convite, cá estou eu a ver e a rever as gentes e as paisagens da terra por onde andamos, tínhamos nós 20 e poucos anos.
    Estive também na Guiné, entre 65 e 67.
    Em que locais foram tiradas estas fotos?
    Um abraço,
    vb

  4. Sousa de Castro Diz:

    Caro amigo, também eu estive na Guiné na zona leste, mais precisamente em Xime, Bambadinca e Mansambo JAN72 a ABR74. Devo dizer que me interessa tudo relacionado com a Guiné e pessoas que lá combateram, vou passear pelo seu blogue e adiçiona-lo aos meus favoritos.
    Cumprimentos, SC

  5. Benito Neves Diz:

    Caro Henrique, obrigado pelo convite para visitar o seu blog.
    A curiosidade não me deixou esperar. Vi, gostei e aprendi. Aprendi termos que terei ouvido há 40 anos sem saber o seu significado. Gostei da forma temática como as fotos estão apresentadas. Constata-se uma descrição genérica de muitas fotos. Muitos, como nós, que por lá passaram, provavelmente gostariam que as fotos fossem localizadas. Quanto às etnias, o mesmo “reparo”.
    Fiquei fascinado, acrescento aos meus favoritos.
    Os meus parabéns.
    B. Neves – C. Cav. 1484
    Guiné 1965/67

  6. maria gaspar Diz:

    Não estive entre o fogo cruzado mas segui de perto – quem pode não ter seguido? Segui-a, a guerra, como cidadã consciente do quão injusta e nefasta o era. Como companheira de alguém que, como vós, estava lá e felizmente agora está cá.

    Venho felicitar e apoiar o autor pela produção e divulgação deste sítio. O seu conteúdo também me diz muito e vou certamente acompanhar, com muito interesse, o relato das memórias desses tempos duros e difíceis.
    O meus parabéns.
    mg

  7. José Morais Diz:

    Caro Henrique,

    As palavras que escreveu, e que começo por citar, bem como o seu blog, tocaram-me!

    «Imaginei então um “filme a preto e branco” em que cada um possa, com pequenos textos fáceis de ler, dar voz às imagens e acrescentar algo que contribua para o conhecimento daquilo que por lá “vimos, ouvimos e sentimos”».

    É isso mesmo!
    Não me canso de olhar para o seu blog
    como uma feliz iniciativa em todos os aspectos:
    a ideia em si, mas também o formato que decidiu dar-lhe, esse «filme a preto e branco», essas «fitas» de imagens em aberto, abertas à participação de quem desejar participar, num exercício que pode ser mais do que revisitar a memória… Um exercício que pode traduzir-se em conhecimento, segundo o seu desígnio para este blog.
    De facto nunca será demasiado o aprofundamento da nossa compreensão do que “vimos, ouvimos e sentimos”… Nunca será demasiado o nosso contributo para restituir dignidade roubada a esse belíssimo continente que tão cinicamente apelidamos de… perdido!
    Escritas no dia em que se inicia a cimeira UE-África, sob a presidência portuguesa, estas palavras provocam na minha mente uma ressonância especial…
    E o seu blog amplifica essa ressonância!

    José Morais

  8. zélia neno Diz:

    Como “amante” daquele pedaço de chão que, devido ao confronto bélico entre povos irmãos, foi cenário de tanto sofrimento, fisico e emocional, sofrimento este que ainda se arrasta ao longo das últimas décadas mas que não deixou de ser uma terra com tanta beleza natural quase desconhecida e um povo simpático e carinhoso, cheio de tradições tão diferentes das “nossas” e que bem merece ser dado a conhecer, mesmo que para isso se remexa naquele triste Passado e nas lembanças sofridas por aqueles que lá tiveram de passar e viver a realidade da ocasião.

    Visitei pela 1ª vez a Guiné em 1992, em gozo de férias, pois meu marido como ex-combatente sonhava lá voltar um dia e como “paixão à primeira vista”, já lá retornei mais três vezes e daí o meu interesse muito especial por todo o conhecimento que possa adquirir relativo àquela terra e suas gentes, repartidas por diversas étnias com costumes tão diversificados.

    PARABÉNS por este espaço e pela disponibilidade de colocar os seus conhecimentos e experiências ao dispôr de quem por tal se interessa.

    Um bem-haja.
    Zélia

  9. correia nunes Diz:

    CAMARADA, quero expressar-te a minha Alegria pela divulgação destas imagens tão Belas, de um Chão ensopado com sangue de tantos Jovens. Também estive lá, com mais sorte, não sendo operacional percorri a Guiné como militar de Engenharia, Mecânico Electricista de Centrais, em Porto Gole, Enxalé, Bolama, Bissum-Naga. Vou arrumar o meu material e em breve estará disponível.
    Tenho visto muita coisa acerca da Guiné, e Nós temos por obrigação de repôr a verdade, com as nossas imagens, devemos isso aos Camaradas que deram o melhor de SI: a Vida.
    Um Abraço, mantenhas pra toda a Malta.

  10. José Bastos Diz:

    Caro Camarada,

    Sempre que se fala da Guiné eu digo presente!

    Estive por lá entre Janeiro de 1972 e Agosto de 1974. Bafatá, Bula e Bissau, numa rendição individual na especialidade do STM, como 1º. cabo.

    Continuo por lá desde 1996. Aquele país, aquele povo, tudo me encanta e, por isso por lá vou passando sempre que posso. Por isso ainda o mês passado lá estive 8 dias.

    Quanto ao teu blogue será mais um a fazer parte dos meus favoritos e onde regularmente passarei.

    Um abraço,
    J.Bastos
    965 392 507

  11. Fernando Chapouto Diz:

    Fernando Chapouto
    Ex-Fur. Miliciano da C. Caç. 1426
    Caro companheiro
    Quero felicitar-te pelo teu blogue.
    Estive também na Guiné: Camamudo, Banjara, Geba e Cantacunda em 65/67.
    Aquela terra ainda está no meu pensamento e continuará até aos fins dos meus dias, pois é difícil esquecer o sofrimento e o isolamento que se passava, especialmente em Banjara.
    Também passei por Farim em Setembro de 65 quando aí fui escoltar um barco com géneros pelo Rio Cacheu para as tropas da zona.
    Estarei sempre atento ao teu blogue, porque tudo que seja da Guiné faz parte do meu dia a dia, a minha leitura preferida.
    O meu lema é sempre pronto.

    Um abração

    F. Chapouto

  12. Torcato Mendonça Diz:

    Caro Henrique
    Aos poucos fui vendo as fotos. Em que zonas foram tiradas?
    Gostei muito, revi a maioria delas e voltarei a fazê-lo. Davam muitas estórias. São fotos de vida. Trazem-me recordações, velhas lembranças daquela Terra, por onde andei e nunca da memória desapareceu.

    Grato pelo convite e, principalmente, pela amostragem das fotos, dos momentos, largos momentos agradáveis que me proporcionaram. Voltarei a vê-las, a recordar e porque não voltar a escrever.
    Um abraço,
    Torcato

  13. Idetrorce Diz:

    very interesting, but I don’t agree with you
    Idetrorce

  14. José Carlos Diz:

    Caro Henrique,

    Obrigado pelo seu blogg.
    Eu nasci e cresci entre fogo cruzado. No ano em que você lá chegou, eu devia ter um ano e tal de idade.
    As fotos aqui publicadas fazem-me reviver a minha infância, pena é não serem legendadas, porque algumas das localidades por onde passou, conheci já adulto.
    Mais uma vez, obrigado e os meus desejos de um 2008 cheio de saúde e muita blogaria.

    JC

  15. Benjamim Durães Diz:

    Henrique Cabral,
    Agradeço a tua atenção, pois estou a devorar o teu blog, para recordar tempos idos.
    Estive em Bambadinca na CCS do BART 2917 de Maio/70 a Março/72 como Fur. Miliciano, e tudo o que diga respeito à Guiné me interessa, é para devorar até altas horas da madrugada.
    Vou adicionar o teu blog aos meus favoritos e indicá-lo aos outros camaradas.
    Já agora uma sugestão: Porque não continuas a tua narrativa de “Preto e Branco” por outros anos e locais, com fotos cedidas por ex-camaradas.
    Cumprimentos,
    B. Durães

  16. César Dias Diz:

    Bem hajas Henrique
    Também andei por essas terras e gostei muito de recordar motivos que pensava estarem esquecidos, parece-me tudo familiar á excepção dos crocodilos que não cheguei a ver nenhum. Se necessitares de algumas fotos da região de Mansoa, dispõe.
    Cumprimentos
    César Dias
    ex Furriel Milic do B CAÇ 2885
    Mansoa 69/71

  17. maria gaspar Diz:

    Sabe bem viajar num sítio tão singelo e bonito.
    Verificar através das imagens e dos textos que, mesmo nesses tempos tão difíceis, houve olhares capazes de capturar tão belas imagens.
    Que há, depois desses tempos e sobre os mesmos, tanta capacidade para a poesia. É gratificante poder observar tal atitude perante a vida!

    Obrigada e mais uma vez parabéns.
    mg

  18. joaquim mexia alves Diz:

    Caro Henrique Cabral

    Vi o teu mail e vim aqui parar.
    Há tanto para ver que tenho de voltar!
    Para já, fica um abraço forte
    joaquim mexia alves

  19. Luis Nabais Diz:

    Estive em Mansoa, com o César Dias (falo nele por ter actividade neste blog).Ex-Alf.Mil., Secção de Justiça do Batalhão 2885, de 69/71.
    Procurarei vir aqui mais vezes, mas para já deixo uma sugestão que me parece pertinente:
    porque não, nos sites, a A.D.F.A. (Associação dos Deficientes das Forças Armadas), a que pertenço, e pode ainda vir a ser útil a alguns (caso stress de guerra, cada vez mais frequente, com a idade) e para que nós estamos preparados para apoiar, e não só!.
    Abraço
    Luis Nabais

  20. manuel cunha Diz:

    Parabéns, amigo, dessa zona eu não conheço, de Angola, ainda poderia comentar… um abraço e saúde para lembrares por muito tempo.

  21. Jaime Antunes Diz:

    Caro amigo, já se passaram muitos anos mas ainda recordo os tempos passados na Guiné. Estive em Paúnca, na Companhia Africana (Fulas boa gente) CCART 11 e depois “passada a” CCAÇ 11, para alinhar …
    Vou passar para a minha lista de favoritos e divulgar junto dos amigos que conviveram comigo na Guiné nos anos de 1970 a 72 (sempre pedi para não estar presente quando se desse a Independência) saí de lá a 5 de Setembro de 1972.

    Furriel Miliciano Antunes

  22. Jorge Teixeira Diz:

    Caro Henrique
    Aceitei o teu convite e com prazer vim recordar algumas coisas por onde andámos.
    Passados estes anos, continuámos com saudades daquelas terras e daquelas gentes.
    Vou andar por aqui mais vezes. Talvez até apareça alguma da malta que conhecemos e nunca mais contactamos.
    Tenho algumas fotos que se te puderem ser uteis é só falares.
    Um abraço camarada.
    Jorge Portojo
    Catió, maio 68, abril 70.
    Pelotão de canhões s/recuo 2054

  23. A guerra só por si é uma ameaça à vida, para ambas as partes. Contudo é importante lembrá-la por muito que custe a alguns, pelo turbilhão de emoções que acarreta. Eu não fui à guerra, apesar de a viver diariamente, porque trabalho numa associação de Ex-Combatentes. Todas as iniciativas por parte dos internautas são de louvar, porque apesar do nosso país não reconhecer os esforços, as vidas perdidas, os mutilados, os que sofrem silenciosamente, portadores do Stress Pós-traumático e de outras doenças, são esquecidos por quem governa. O ultramar faz parte integrante da nossa História e lamentavelmente querem apagá-la dos livros. Por isso louvo quem produz sites, blogues e foruns sobre o assunto. Para que ninguém esqueça!!!

  24. luis de Matos Diz:

    Henrique Cabral
    Fico contente e obrigado por teres visitado o meu blogue. Reconheço ao teu, também muita qualidade. Só tenho pena de não poder dispor de mais tempo porque o Semanário, que conjuntamente com mais 5 amigos fundámos aqui em Évora, absorve-me todo o meu tempo, incluindo os fins de semana. Camarada e companheiro, como tantos e tantos jovens que andámos por lalas e bolanhas, que fomos picados pelos mesmo mosquitos, formigas de baga-baga e as malditas abelhas, tudo isto não podemos apagar da nossa memória. Quantas vezes me emociono ao relembrar todo este passado de 40 anos. Mansoa, Bissorã, Barro, Olossato, Farim, Mansabá, Cacheu, S. Domingos e tantos outros lugares me deixam boas e más recordações, mas a maior e a melhor de todas é podermos estar aqui à conversa. Estarmos vivos para podermos contar a nossa experiência. Essa é a maior vitória da guerra por que passámos, querido companheiro. O resto não interessa. Para todos os governantes deste País que nos têm desprezado, vai o meu grande manguito. Há um ano que tenho o meu livro por encerrar, e não o posso fazer por falta de tempo. Muitas vezes chego a pensar se merecerá a pena fazê-lo, mas já agora, queria deixar o meu modesto contributo para a História da Guerra Colonial. Um abraço e não desistas. Nunca. Luís de Matos, ex-furriel miliciano, Companhia de Caçadores 1590, 1966/68.

  25. Rui Silva Diz:

    Caro Henrique:
    Afinal estivemos lado a lado no Olossato no longíquo ano de 1966!
    Quem diria! Voltamos a encontrarmo-nos passados 42 (sim quarenta e dois) anos quase por mera casualidade. Gratificante asseguro-te eu.
    Mas o meu objectivo neste comentário é, para além de te saudar, dar-te os PARABÉNS por este tão simpático e bem concebido “Blogue”.
    Força amigo, este teu trabalha agrada certamente (pela lembrança e em certos casos nostalgia) a muita boa gente e que passou as “passas” na Guiné.
    Rui Silva(ex-Furriel mil. da Comp.ª de Caç. 816 -Guiné 1965/67-)

  26. Mário Trindade Diz:

    Fico sem palavras ao ler este BLOG, excelente trabalho Henrique, OBRIGADO.
    (CMI-Cumeré/Guiné 1971/1973)

  27. L.Lucas DaSilva Diz:

    Olá!
    Não sei o que se passa comigo desde o dia em que pela 1ª. vez visitei o “entrefogocruzado”.
    A verdade é que visito o Blog com imenso entusiasmo e delicio-me com as imensas fotos e alguns textos de contemponrâneos de guerra na Guiné.
    Claro que, ao visitar o Blog e ao percorrer os vários temas, não deixo de sentir um enorme peso no peito pela consciência real do sofrimento, da dor, e dos traumas que existem ainda hoje, volvidos tantos anos, na vida e no corpo dos meus camaradas.
    E é em todos os meus camaradas que penso, neles e nas famílias, e porque não dizer, no sofrimento que ambos ainda sofrem, se pensar que no meu caso pessoal resultou em destruição da minha família.
    Uma palavra de admiração para o autor deste Blog pela dedicação e empenho que tem tido e vai continuar a ter, creio.
    Com amizade, sou,
    L.Lucas DaSilva

  28. António Pimentel Diz:

    Caro HENRIQUE,

    Parabéns pelo Blog.
    Como ex-combatente, alf.mil. em Mansabá e Galomaro, entre 1968/70, fico feliz por ver mais um de nós a contribuir para enriquecer a história que todos ajudámos a fazer.
    Como em tudo na vida, a diversidade de opiniões ajudarão a formar a verdade universal, feita pelo conjunto das múltiplas leituras que cada um faz do mesmo acontecimento.

    Com um abraço

    António Pimentel

  29. José Duarte Santinho dos Santos Diz:

    Amigo
    Muitos parabéns pela iniciativa de partilhar estas recordações.
    Comungo o gosto da fotografia, e a saudade da Guiné, que tenciono visitar assim que possível.
    Um abraço
    J Santinho (ex Fur Mil da Cart 2440 – Piche)

  30. Octávio Reis "BICAS" Diz:

    Também lá estive, integrado no Bat Cav 490, de 1963-1965.
    Foram tempos difíceis, mas que recordo com saudade.
    Estive em várias localidades como Farim, Mansabá, Cuntima, Canjábari, e na Operação Tridente na ilha do Como.
    Foram dias amargos, com tantos camaradas mortos e mutilados.
    Que Deus dê paz aos mortos e uma vida tranquila aos demais.

    Um abraço amigo

    Octávio Reis, Sol. Condutor C.C.S. BAT CAV. 490

  31. Fernando Simão Diz:

    Também lá estive, integrado numa companhia indep. CART 1802, de 1967 a 1969. Foram tempos muito difíceis, mas recordo com alguma saudade, lamento profundamente porque os heróis deste País só são os
    depois do 25 de Abril de 1974, para nós sobrou apenas os veteranos do Ultramar.

    Um Grande Abraço amigo

    Fernando Simão, Ex.Furriel Mil da CART 1802

  32. Paulo L Raposo Diz:

    Meu caro,
    Fui Alf de minas e arm., fui na CCaç2405 em Julho de 1968.
    Fomos para intervenção para Mansoa e depois fomos acabar a comissão no leste.
    Para minha surpresa, quando cheguei à Guiné, estava a contar que vocês já tivessem acabado com a guerra.
    Mas não, ainda tivemos de embrulhar muitas vezes e ainda sobrou para os seguintes.
    Um Santo Natal para vós todos

  33. Ana Cláudia Diz:

    Henrique,

    Obrigada pelo seu comentário mas sobretudo por me dar a conhecer o seu blog. Voltarei mais vezes para ver tudo e depois para rever.
    Sabe bem sentir que mais sentiram da mesma forma aquela terra.

    Pode usar a foto à vontade. É uma honra.

    Beijinhos
    AC

  34. Vaz Pereira Diz:

    Não sabia que existia, mas o teu convite deu-mo a conhecer, e este blogue é na verdade a passagem por essas terras de uma geração de portugueses que mal ou bem lá cumpriram a missão, e que forçados ou não lá foram e deram o seu contributo por essas gentes; no meu caso lá vivi desde os cinco anos de idade, me fiz adulto, me fiz militar, e lá deixei muitos amigos, que comigo brincaram em crianças, na juventude pulamos a cerca e na idade adulta sofremos com a ignomínia e a traição. Muitos desses amigos já falecidos são apesar de tudo recordados pelos seus camaradas pelas vivências passadas nessas terras de gente boa e amiga.

  35. Fernando Chapouto Diz:

    Como é bom recordar aquelas paragens longínquas onde o sofrimento pairava a todo o momento especialmente em Banjara pelo seu isolamento.
    Terra essa que nos deixa muitas recordações boas e más, onde cumprimos o nosso dever de Portugueses, da nossa defesa e dos nossos camaradas do lado sem isso não conseguíamos chegar ao fim da comissão. Sou um leitor assíduo de tudo que trate da Guiné, pois só hoje é que vi o teu blogue no qual fiquei impressionado pelo exemplar trabalho.
    Nós não lutámos contra aquela gente boa mas sim contra os políticos que lutavam pelo poder e que hoje está demonstrado que assim era.

  36. ELIRIO PEREIRA Diz:

    Estive em MANSOA no S.T.M. 1970/1972 em rendição individual e gostaria de ter noticias dos que comigo conviveram durante esse período, tais como o Fernandes, o Grilo, o Barrinhos, o Abreu, o Barbeiro, o Cardoso, o Santos etc.. Era giro ao fim de tantos anos podermos voltar a encontrar pessoas e amigos de longa data.
    O meu contacto pode ser para o 938271710 ou 965581824.
    Aguardo ansiosamente.

  37. ELIRIO PEREIRA Diz:

    Estive em MANSOA no S.T.M. entre 1970/1972 e gostaria de ter noticias dos que comigo conviveram esses tempos.
    O Fernandes, o Grilo, o Barrinhos, o Abreu, o Barbeiro, o Cardoso, o Santos, etc..
    Era formidável que nos pudéssemos voltar a encontrar, para isso agradeço que contactem para os seguintes telemóveis 938271710 ou 965581824.
    Aguardo as vossas noticias.
    ELIRIO PEREIRA

  38. JOSÉ DANIEL Diz:

    FERNANDO SIMÃO
    Olá meu amigo, estivemos juntos na Companhia 1802 tu eras o Furriel da minha secção. Tive muito prazer em te reconhecer neste site.
    Eu era o soldado 216 da tua secção «pioneiros de nova sintra» Lembras?
    Ai vai o meu E-mail se queres contactar.
    UM GRANDE ABRAÇO AMIGO

  39. Manuel Encarnação, (Zuca) Diz:

    Sem ser sectário, onde estão os Capicuas?
    Também estivemos lá, e por cá onde estão?
    (BC2927, CC2772, Fulacunda, Set70 a Set72)

  40. Joel Viola Diz:

    Caro Henrique, só agora descobri o ENTRE FOGO CRUZADO.
    Sou um leitor atento a tudo que se refira à GUINÉ .
    Também por lá andei com a CCAV3568 de MARÇO 72 a JULHO de 74, de início no OLOSSATO depois andámos com a casa às “costas” por BINTA, BIGÉNE e GUIDÁGE.
    Todos demos o melhor da nossa juventude, trabalhamos para a população na construção de tabancas novas, na saúde e na alimentação e passados mais de 30 anos verifico com tristeza que o povo da GUINÉ, continua a precisar da ajuda externa para quase tudo.
    UM FORTE ABRAÇO PARA TODOS QUE POR LÁ PASSARAM.

  41. Furriel Miliciano Antunes Diz:

    Caro amigo,

    Os tempos são de mudança e as recordações continuam. Mas todos nós tomámos caminhos diferentes. Como estive envolvido numa rendição individual na CCAÇ 11 – Paunca – Nova Lamego, fomos poucos os que aí conviveram ídos de Portugal. Foram tempos de ansiedade e espera que o tempo passasse e o regresso fosse uma vitória. No entanto, enquanto estive na Guiné a comandar o 4º Pelotão da CCAÇ 11, sempre lutei pela verdade e pelos direitos de todos. Jamais pensei que estava numa guerra e pautei a minha actividade pela amizade com as Populações. Hoje, depois do que aconteceu em Bissau, penso que ainda terão de passar muitas gerações para que o Povo da Guiné tenha uma vida digna e próspera. A todos os Guineenses desejo que encontrem o caminho da vida em sociedade esquecendo que são, Fulas, Balantas, Mandingas, Futa-Fulas, Manjacos, Papeis e outras… que todos se sintam apenas Guineenses. Não é possivel um Europeu querer que um Africano viva como um Europeu, ajudem-nos a viver como Africanos e entenderem-se. Todos nós só temos uma vida e os Africanos também.

  42. Fur. Mil. Antunes CCAÇ11 Diz:

    Vida de Miliciano

    É com todo o gosto que dou o meu contributo para o teu Blog. Hoje vou relembrar a minha ída para a Base Aerea de Sintra. Pois, comecei lá, depois de ter sido admitido para Piloto por 4 anos, fui obrigado a aceitar mais 2. Com a minha escolha para os Hélis fui para as Caldas da Rainha 1º CSM de 70 – 3ª Companhia, por opção própria (só quando estive na Guiné conheci a vida dos FA’s).

    Depois. Epecialidade – Atirador de Artilharia – Vendas Novas. Comandante de Companhia Dinis de Almeida… conhecem ? Claro o Homem das Chaimites! Só que naquele ano de 70, ía ficando de castigo um fim de semana pelo simples facto de ter espirrado quando estava em sentido… A vida muda muito as pessoas.

    Ainda dei uma Recruta no RAL 1 e depois, CTIG… e fui o 4º do curso… um ano depois encontrei em Bissau o 1º classificado.

    Fui colocado com outros quadros ídos de cá em Paunca, na CCART 11. Depois CCAÇ 11. Entre 70 e 72 mantivemos contactos com o Batalhão de Pirada e sempre fizemos uns jogos de Volei. No ano de 71 o relacionamento com Pirada foi muito reduzido porque tinhamos em Paunca 2 Companhias e estávamos a receber sempre apoio de 1 ou 2 Pelotões de Paraquedistas. Como aquela zona acalmou, acabou por ficar apenas a CCART 11 e depois de passada a CCAÇ 11, chegámos a ter apenas 2 Pelotões. Porque mantivemos 1 dos 2 destacamentos Paiana. 1 Pelotão passou a andar a reforçar outras zonas.

    Foi assim que estive em Nova Lamego, Bafatá, Contuboel, Galomaro e … as nossas viaturas tinham na frente em letras brancas “OS LACRAUS”.

    Nunca gostei que chamassem ao meu Pelotão “tropa macaca”. Para mim foi um choque conhecer 25 nomes de Fulas e reconhecer a incapacidade de os identificar mas… pouco tempo depois já os conhecia a todos pelos nomes, quantos filhos tinham e quantas esposas.

    Formámos uma excelente equipa. Nunca virámos a cara a nada, temos a consciência de que nunca causámos quaisquer danos a quem quer que fosse, PAIGC incluído. Fomos leais para com as Populações. Recordo a quantidade de galinhas que transportava com os civis quando fazia colunas a Nova Lamego – GABU.

    Se houver por aí mais “OS LACRAUS” gostaría de os rever.

    Foi um tempo que já passou, mais ou menos dificil, mas já lá vai.

    Vamos trocando experiências,

    Jaime Antnes

    CCART11/CCAÇ11 – 4º Pelotão – Furriel Miliciano Antunes

  43. Mário Linhares Diz:

    Este blog é uma das melhores descobertas que fiz nos últimos tempos!

    Que grande património que está aqui. Sinto-me um privilegiado por ter a oportunidade de o ler.

    Estive em Empada em Agosto de 2008 a gravar um documentário. Teria todo o gosto em enviar-lhe uma cópia, que, com certeza irá gostar. Fico a aguardar notícias suas!

    Até breve!

  44. andrea charneca Diz:

    Olá senhor José Morais, vi em cima escrito que você esteve nos presentes do Olossato, CART 6254 em Março de 73 até Agosto de 74, o meu pai também teve nessa companhia. Poderia me enviar o seu e-mail ou o seu contacto para entrarem em contacto um com o outro para recordar velhos tempos? O meu pai chama-se António Charneca e ele quando viu o seu nome lembrou-se de você. Fico-lhe agradecida, comprimentos.

  45. Antonio Silva Diz:

    António Silva Ex. 1º Cabo enfermeiro, Companhia de Caçadores 1422 no K3 na Guiné, durante 65 / 67. Procura Ex colegas. Telm 932641334

  46. Alberto dos Santos Albuquerque Diz:

    Alberto dos Santos Albuquerque (Roquete), C.C.S. Batalhão de Artilharia 2924 em Tite na Guiné, entre 1970-1972, natural de Forninhos, Aguiar da Beira; Procura ex-colegas. Tel. 004923771097 ou E-Mail Albuquerque1949@gmx.de
    Obrigado

  47. Olá Henrique,

    Obrigada pelas pelas suas palavras e por divulgar o meu blogue.
    Deve sentir e saber melhor do que eu como aquela terra é mágica e como o seu povo é especial.
    Conheci a Guiné apenas este ano mas a verdade é que regressei rendida à doçura daquela gente e principalmente às suas crianças.
    Vim com a Guiné no coração e é nele que ela vai habitar durante muitos e muitos anos.
    Parabéns pelo blogue e obrigada pois através dele vou conhecendo um bocadinho mais deste país tão carenciado e esquecido.

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